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Centro de Frutas


Nectarina

Prunus persica L. var. nucipersica

Variedade botânica de pessegueiro, originária da China, caracterizada pela ausência de pêlos nos frutos. Trata-se assim de uma espécie de clima temperado, de folhas caducas, pertencentes à família Rosaceae, e a própria planta conta com hábitos vegetativos e produtivos semelhantes aos de um pessegueiro comum. A nectarina consumida in natura é valorizada no mercado como um tipo de fruta das mais finas.


Cultivares: de polpa amarela e acidez forte – Rubro Sol (Sunred), Rosalina (IAC 3074-49), Colombina (Fla. 1937-S), Sunripe e Sunlite (Fla. 44-28), os dois últimos como opções varietais para áreas mais frias; de polpa amarela e doce – Centenária (IAC N 2080-7) e Somel (IAC N 1974-7); de polpa branca e doce-acidulado equilibrado – Josefina (IAC N 1579-1), Precoce de Itupeva (IAC N 4474-5) e Branca de Guapiara (IAC N 2374-8).


Mudas e plantio: utilizar mudas enxertadas sobre cavalos de pessegueiro oriundos de sementes, de preferência do cultivar Okinawa, resistente aos nematóides de galhas. Mudas de raízes nuas – plantio em julho e agosto; em recipientes – em qualquer época, de preferência na estação das águas.


Espaçamento: 6 x 4m a 7 x 5m (densidade de plantio convencional) e 4 x 2m a 5 x 3m (alta densidade de plantio).


Mudas necessárias: 285 a 410/ha e 666 a 1.250/ha, de acordo com o espaçamento.


Controle de erosão: plantio em nível ou cortando as águas, patamares ou banquetas, nos terrenos mais declivosos, capinas em ruas alternadas e utilização de cobertura morta.


Calagem e adubação: de acordo com a análise de solo aplicar o calcário para elevar a saturação por bases a 70%. Aplicar o corretivo por todo o terreno, antes do plantio ou mesmo durante a exploração do pomar, incorporando-o através de aração e/ou gradagem.


Adubação de plantio: aplicar, por cova, 2kg de esterco de galinha ou 10kg de esterco de curral bem curtido, a 1kg de calcário magnesiano, 200g de P2O5 e 60g de K2O, pelo menos 30 dias antes do plantio. Em cobertura, a partir da brotação das mudas, aplicar ao redor da planta, 60g de N, em quatro parcelas de 15g, de dois em dois meses.


Adubação de formação: Para plantio convencional, de acordo com a análise de solo e por ano de idade, aplicar 60 a 120 g/planta de cada um dos nutrientes: N, P2O5 e K2O, sendo o N em quatro parcelas, de dois em dois meses, a partir do início da brotação.


Adubação de produção: no pomar adulto, espaçamento convencional, a partir do 5º ano, conforme a análise de solo e a meta de produtividade, aplicar, anualmente, 3 kg/ha de esterco de galinha, ou 15kg de esterco de curral bem curtido, mente, 3 kg/ha de esterco de galinha, ou 15gk de esterco de curral bem curtido, e 90 a 180 kg/ha de N, 20 a 120 kg/ha de P2O5 e 30 a 150kg/ha de k2O. Após a colheita, distribuir esterco, fósforo e potássio, na dosagem anual, em coroa larga, acompanhando a projeção da copa no solo, e misturá-los com a terra da superfície. O nitrogênio é dividido em quatro parcelas, que são aplicadas em cobertura, de dois em dois meses, a partir do início da brotação.


Observação: Para alta densidade de plantio, aplicar os adubos, no pomar em formação e no adulto, de modo similar ao plantio convencional, reduzindo as dosagens proporcionalmente à área ocupada por planta.


Irrigação: indispensável nas estiagens: em sulcos, bacias, gotejo ou aspersão; sua substituição parcial é feita pela utilização de cobertura morta, em áreas de adequado equilíbrio hídrico.


Outros tratos culturais: capinas, podas de inverno e verão, desbaste e ensacamento dos frutos (opcional, para proteção contra a mosca-das-frutas). Herbicidas – glyphosate, paraquat, diquat, gluphosinato de amônio e atrazine.


Controle de pragas e doenças: no inverno – calda sulfocálcica concentrada, cianamida hidrogenada (para quebra de dormência), óleo mineral e caiação do tronco; na vegetação – fungicidas mancozeb, benomyl, captan, enxofre, folpet, óleo mineral, dicloran, thiram, dithianon, dodine, quinomethionate e iprodione. Bactericida – terramicina. Inseticidas e/ou acaricidas – carbaryl, ethion, fenitrothion, tetradifon, enxofre, malathion, dimethoate, óleo mineral, formothion, trichlorfon, parathion methyl, deltramethrin, dichlorfon, azinphos ethyl, cyhexatin, phosmet, fenthion, quinomethionate e naled.


Colheita: setembro a dezembro, conforme o cultivar e a região; safras comerciais a partir do 2º ano de instalação do pomar; colheita manual de frutos no estádio de vez.


Produtividade normal: 20 a 25 t/ha de frutos, em pomares adultos racionalmente conduzidos e conforme o espaçamento.



Fonte: Boletim, IAC, 200, 1998.




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