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Centro de Frutas


Nêspera

Eriobotrya japonica Lindl.


Frutífera arbórea de clima subtropical, de folhas perenes, pertencente à família Rosaceae. No Brasil, a nêspera é chamada popularmente de ameixa amarela. Sua origem é asiática, com referência a Japão, China, Índia. As nêsperas amadurecem de maio a outubro e possibilitam lucros dos mais compensadores ao produtor, pois é período de maior escassez de frutas in natura no mercado.


As nêsperas prestam-se também à produção de excelentes geléias e compotas, atividade essa ainda pouco explorada.


Cultivares: Mizuho, Precoce de Itaquera, Precoce de Campinas (IAC 165-31), Parmogi (IAC 266-17), Nectar de Cristal (IAC 866-7), Centenária (IAC 1567-420), Mizumo (IAC 1567-411) e Mizauto (IAC 167-4).


Mudas e plantio: mudas em recipientes, enxertadas sobre pés francos de nespereira. Plantio na estação das águas. Perspectiva promissora de cultivo de nespereira enxertada sobre marmeleiro, sob espaçamento denso.


Espaçamento: 8 x 4m a 8 x 6m (plantio convencional; nespereira/nespereira) e 4 x 2m a 5 x 3m (plantio adensado: nespereira/marmeleiro).


Mudas necessárias: 200 a 310 e 666 a 1.250/ha, de acordo com o espaçamento.


Controle da erosão: plantio em nível ou cortando as águas; patamares ou banquetas, em terrenos de maior declividade; capinas em ruas alternadas e utilização de cobertura morta.


Calagem: de acordo com a análise de solo, aplicar o calcário para elevar a saturação por bases a 70%. Aplicar o corretivo por todo o terreno, antes do plantio ou mesmo durante a exploração do pomar, incorporando-o através de aração e/ou gradagem.


Adubação de plantio: aplicar, por cova, 2kg de esterco de galinha ou 10kg de esterco de curral, bem curtido, 1kg de calcário magnesiano, 200g de p2O5 e 60g de K2O, pelo menos 30 dias antes do plantio. Em cobertura, a partir da brotação das mudas, aplicar ao redor da planta, 60g de N, em quatro parcelas de 15g, de dois em dois meses.


Adubação de formação: para plantio convencional e no pomar em formação, de acordo com a análise de solo, e por ano de idade, aplicar 60 a 120 g/planta de cada um dos nutrientes: N, P2O5 e K2O; sendo a de N em quatro parcelas, de dois em dois meses, a partir do início da brotação.


Adubação de produção: no pomar adulto convencional, a partir do 7º ano, e dependendo da análise de solo e da meta de produtividade (8 a 12 t/ha ), aplicar, anualmente, 3 t/ha de esterco de galinha, ou 15 t/ha de esterco de curral, bem curtido, e 60 a 120 kg/ha de N, 20 a 90 kg/ha de P2O5 e 20 a 100 kg/ha k2O. Após a colheita distribuir esterco, fósforo e potássio, na dosagem anual, em coroa larga, acompanhando a projeção da copa no solo, e misturá-los com a terra da superfície. Aplicar o nitrogênio em quatro parcelas, em cobertura, de dois em dois meses, a partir do início da brotação. Para plantios adensados, aplicar os adubos, no pomar em formação e no adulto, de modo similar aos plantios convencionais, reduzindo as dosagens proporcionalmente à área ocupada por planta.


Irrigação: aconselhável nas estiagens, em sulcos, bacias ou por gotejo, sendo sua substituição parcial feita pela utilização de cobertura morta, sob as copas ou por toda a linha das plantas.


Outros tratos culturais: capinas, podas de formação e de limpeza, desbaste e ensacamento dos frutos. O desbaste dos frutos e a proteção dos remanescentes, três a cinco por cacho, com cartuchos de folhas duplas de jornal são operações indispensáveis para obtenção de produto comerciável. O ensacamento com papel opaco, além de proteger as frutas contra as pragas, controla a incidência de “manchas-arroxeadas”, especialmente no cultivar Mizuho, o mais suscetível a esse distúrbio genético-fisiológico.


Controle de pragas e doenças: pincelamento do tronco e das pernadas com pasta de oxicloreto de cobre; entomosporiose (afeta principalmente plantas jovens e mudas novas): oxicloreto de cobre ou oxicloreto de cobre + mancozeb; mosca-das-frutas e mariposa oriental: ensacamento dos frutos.


Colheita: maio a outubro. Safras comerciais a partir do 2º ano de instalação do pomar; colheita manual das pencas com os frutos maduros.


Produtividade normal: 10 a 20 t/ha de frutos, em pomares adultos racionalmente conduzidos, e de acordo com o espaçamento.


Observações:
a) A cultura da nespereira prescinde da utilização sistemática de defensivos; daí torna-se atraente como uma fruticultura alternativa para produção intensiva e natural dos frutos.
B) Dentre os cultivares estudados no IAC, o Precoce de Campinas sobressaiu-se como mais produtivo, tanto enxertado sobre a nespereira, quanto sobre o marmeleiro. Neste caso, o marmeleiro comum – cultivar Portugal, e mais ainda o Provence, têm servido de excelente porta-enxerto.


Fonte: Boletim, IAC, 200, 1998.




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