Portal do Governo | Investe SP | Cidadão SP | Internacional SP

Webmail    |    Intranet

Centro de Frutas


Marmelo

Cydonia oblonga Mill.


Frutífera da família Rosaceae, tendo como centro de origem o Oriente Médio, de aptidão climática temperada e bastante exigente em tratos culturais, mormente os fitossanitários. Adapta-se melhor aos solos orgânicos, e sua exploração exige um combate rígido à entomosporiose, doença que limita seu cultivo racional.


O plantio é feito por estacas enraizadas dos cultivares eleitos para exploração, que são exigentes de interpolinização. Os frutos raramente são consumidos in natura, mas industrializados, para a produção de marmelada. O marmelo pode ser ainda utilizado em geléias, sopas, licores, xaropes e em finos pratos salgados. Sua pectina também pode ser empregada em farmácia e perfumaria. Apesar do ponto de estagnação em que se encontra, a cultura do marmeleiro antecedeu em importância econômica à do café, constituindo o primeiro produto de exportação paulista, ainda nos tempos coloniais. Nos últimos vinte anos tem-se dado bastante atenção ao marmeleiro, como porta-enxerto de pereiras e nespereiras, visando ao ananismo das plantas dessas frutíferas.


Cultivares: Portugal, Smyrna, Mendoza INTA-37 e Provence.


Épocas de plantio: mudas de raízes nuas (transplante) em junho e julho, e envasadas no período das águas.


Espaçamento: 5 x 3m (básico) ou 5 x 2m (condução com poda drástica).


Mudas necessárias: 667 ou 1.000/ha.


Controle da erosão: plantio em nível ou cortando as águas; em patamares ou banquetas nos terrenos mais declivosos; capinas ou roçadeira em ruas alternadas, na época das chuvas.


Calagem: de acordo com a análise de solo, aplicar o calcário para elevar a saturação por bases a 70%. Aplicar o corretivo por todo o terreno, antes do plantio, ou mesmo durante a exploração do pomar, anualmente, incorporando-o por meio de aração e/ou gradagem.


Adubação de plantio: aplicar, por cova, 2kg de esterco de galinha ou 10kg de esterco de curral, bem curtido, 1kg de calcário magnesiano, 160g de P2O5 e 60g de K2O, pelo menos 30 dias antes do plantio. Em cobertura, a partir da brotação das mudas, ao redor da planta, aplicar 60g de N, em quatro parcelas de 15g, de dois em dois meses.


Adubação de formação: no pomar, sob espaçamento básico, de acordo com a análise de solo e por ano de idade, aplicar 20 a 60g/planta de cada um dos nutrientes: N, P2O5 e K2O; aplicar o N em quatro parcelas, de dois em dois meses, a partir da brotação.


Adubação de produção: no pomar adulto, sob espaçamento básico, a partir do 6º ano, conforme a análise de solo e a meta de produtividade (8 a 12 t/ha), aplicar anualmente 3 t/ha de esterco de galinha, ou 15 t/ha de esterco de curral, bem curtido, 70 a 140 kg/ha de N, 20 a 100 kg/ha de P2O5 e 20 a 120 kg/ha de K2O. Após a colheita, distribuir o esterco, fósforo e potássio, na dosagem anual, em coroa larga, acompanhando a projeção da copa no solo, e, em seguida misturá-los com a terra da superfície. Dividir o nitrogênio em quatro parcelas e aplicá-las em cobertura, de dois em dois meses, a partir do início da brotação.


Observação: Para plantios adensados, aplicar os adubos, no pomar em formação e no adulto, de modo similar aos plantios básicos, reduzindo as dosagens proporcionalmente à área ocupada por planta.


Irrigação: aconselhável nas estiagens da primavera, por sulcos ou bacias, ou sua substituição parcial pela utilização de cobertura morta.


Outros tratos culturais: capinas, desbrotas, podas de formação, de limpeza e/ou de encurtamento para frutificação, na condução sob poda drástica.


Controle de pragas e doenças: no inverno – calda sulfocálcica concetrada; na vegetação – fungicidas, tendo por base oxicloreto de cobre ou oxicloreto de cobre + mancozeb, para proteção contra a entomosporiose; inseticidas fenthion, trichorfon, formothion, phosmet ou parathion methyl, visando ao controle de mosca-da-fruta, mariposa oriental e pulgão.


Colheita: fevereiro a março. Safras comerciais a partir do 3º ano da instalação do pomar. Ponto de colheita: frutos de vez a maduros, ainda firmes, de coloração amarelada.


Produtividade normal: 8 a 18 t/ha de frutos em pomares adultos, racionalmente conduzidos, e conforme o espaçamento.



Fonte: Boletim, IAC 200, 1998.




Sede do Instituto Agronômico
Avenida Barão de Itapura, 1.481
Botafogo
Campinas (SP) Brasil
CEP 13020-902
Fone (19) 2137-0600