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Centro de Frutas


A fruticultura temperada no IAC

Dentro do vasto campo das culturas hortícolas, a fruticultura de clima temperado mereceu a atenção de Franz Wilhelm Dafert (1863-1933), primeiro Diretor da Instituição, onde permaneceu por dez anos.


Entre suas iniciativas objetivando instalar a nova Estação Imperial Agronômica (Decreto de 27/06/1887), hoje Instituto Agronômico, cuidou de introduzir, da Europa, várias coleções de espécies frutíferas cujo comportamento e controle de moléstias e pragas deixou registrados nos relatórios a partir de 1889.


Dessa época, são os trabalhos de F. Noack, “Cogumelos parasitas das plantas de pomar, horta e jardim”, publicados em 1898. A Hempel, que também veio a trabalhar como fitopatologista, publicou, um pouco mais tarde, trabalhos sobre moléstias e pragas das frutíferas e meios de controle.


Em seguida – por essa época, Dafert já havia deixado o Brasil – G. Bondar, fitopatologista russo, que em 1911 veio a trabalhar no Instituto Agronômico, publicou, em 1913, “Pragas da figueira cultivada”.


Ao ser concretizada a primeira reforma estrutural do Instituto Agronômico, no início do século, em 1909, foi contratado o pomólogo alemão João Herrmann, para trabalhar na área de agricultura, incumbido do cultivo de plantas econômicas. À testa da antiga Fazenda Santa Elisa (hoje Estação Experimental Central), João Herrmann tratou da introdução, multiplicação e cultivo de elevado número de espécies frutíferas, notadamente uvas e frutas de clima temperado, entre essas pêssego, ameixa, maçã, pêra e marmelo. Em 1908, publicou o trabalho “Sobre o tratamento das árvores frutíferas”.


Com as reformas de 1923 e de 1927, quando, pela primeira vez, os diferentes campos de atividades do Instituto Agronômico foram sendo definidos e organizadas as seções técnicas destinadas ao estudo das disciplinas das principais culturas, João Herrmann foi convidado para chefiar o Setor de Horticultura, cuja base se localiza no Centro Experimental Central. Nela, desenvolveu trabalhos de propagação e de produção de sementes e mudas das principais espécies hortícolas, não apenas para venda, mas também para distribuição promocional.


No período de 1924-1942, sob a direção de Theodureto Leite de Almeida Camargo (foto abaixo, esquerda), o IAC teve destaque formidável no desenvolvimento de pesquisas frutícolas no Estado de São Paulo.


A partir de 1925, João Herrmann recebeu a incumbência de implantar a recém-adquirida Subestação Experimental de São Roque. Dedicou-se a reunir ali numerosas espécies frutíferas européias, formado coleções de uva e de outras frutas de clima temperado. Em poucos anos, a Estação Experimental de São Roque já reunia mais de 400 variedades de uvas, pêssegos, ameixas, cerejas, maçãs, peras, marmelos, nozes, castanhas, figos, framboesas, morangos e citros.

A pesquisa e a experimentação na área da fruticultura ganharam novo impulso com a vinda, para o IAC, do Engº Agrº Felisberto C. Camargo, contratado em 1928 para organizar a Seção de Horticultura e a Subestação Experimental de Limeira e de Sorocaba. As atividades desenvolvidas por Felisberto C. Camargo contribuíram decisivamente para que, em 1935, por ocasião da quarta reforma do Instituto Agronômico, a Seção de Horticultura fosse desdobrada em três novas seções técnicas: Citricultura, Frutas Diversas e Olericultura, que passaram a constituir o Serviço de Horticultura.


Em 1936, era importada uma grande coleção de híbridos de videira ‘Seibel’, da França, e outra, ‘Pirovano’, da Itália. Nessa época, a citricultura despontava como atividade das mais promissoras no planalto paulista. Os trabalhos desenvolvidos por Felisberto C. Camargo, não obstante dirigido prioritariamente para o incremento da experimentação em citricultura, tiveram reflexos em outros setores. A par da experimentação com citros, deu início às pesquisas com outras plantas, como: marmeleiro, nogueira-pecã, pessegueiro, outras frutas tropicais e espécies oleráceas.




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