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Centro de Café "Alcides Carvalho"


Produtos e Serviços

Desde a sua fundação, o IAC desenvolve pesquisas com cafeeiros. Além das suas cultivares, destacam-se no rol das contribuições do Instituto para a cafeicultura o desenvolvimento de tecnologia para a cultivo em solos de cerrado e para a produção de café cereja descascado, o zoneamento agrícola e a colheita mecanizada, amplamente exploradas no país.

Nos mais de 70 anos de ininterruptas pesquisas com genética e melhoramento do cafeeiro, o IAC desenvolveu dezenas de cultivares e linhagens de café, e acumulou extenso conhecimento sobre suas características e comportamento nas diversas regiões brasileiras. Avaliou-se em 2013 que mais de 90% dos estimados 4 bilhões de cafeeiros cultivados no Brasil sejam provenientes desses trabalhos. Algumas cultivares fazem parte da história da cafeicultura nacional tendo se constituído nos alicerces da nossa produção durante décadas. Algumas cultivares do IAC, como Bourbon Vermelho, Caturra Vermelho, Caturra Amarelo e Catuaí Vermelho, constituem, também, a base da cafeicultura de outros países, especialmente da América Central.

Nos trabalhos de melhoramento de cafeeiro houve sempre destaque especial para o desenvolvimento de material de alta produtividade e rusticidade, que se adaptasse às mais diversas condições edafoclimáticas e se destacasse pelas características específicas, resultando em múltiplas opções para as variadas situações da cafeicultura nacional.

As cultivares de porte baixo como Catuaí Amarelo e Catuaí Vermelho modificaram sistemas de produção e permitiram a utilização de novas áreas para a cafeicultura, aumentando a lucratividade e mesmo viabilizando seu cultivo em regiões outrora improdutivas, como extensas áreas dos cerrados em São Paulo, Minas Gerais e Goiás. Mesmo as seleções de porte alto como seleções de Mundo Novo e Acaiá têm tido bastante êxito nessas regiões.

O cultivo de material com resistência moderada à ferrugem, como Icatu Vermelho, Icatu Amarelo, Icatu Precoce, Tupi e Obatã e da cultivar IAC Obatã 4739, esta resistente à ferrugem, representa potencial de considerável economia para o produtor e de diminuição da poluição ambiental, bem como redução dos riscos para a saúde dos agricultores e consumidores. As cultivares Obatã e Tupi acumulam ainda a vantagem de ser de porte baixo, e são especialmente indicadas para plantios adensados ou em renque (2,00 - 2,80 m x 0,50 – 0,70 m), atendendo às tendências mais modernas da cafeicultura brasileira. As sementes dessas duas cultivares são maiores do que as das cultivares Catuaí Vermelho e Catuaí Amarelo, e elas têm apresentado excelentes produções quando seguidas as recomendações técnicas de cultivo, razão pela qual seu plantio tem se expandido rapidamente. A cultivar Tupi apresenta ainda elevada rusticidade.

As seleções de Bourbon Amarelo são menos produtivas do que as de Mundo Novo, Catuaí Vermelho e Catuaí Amarelo sendo indicadas para plantio quando se deseja:

a) Uma colheita precoce, em parte da lavoura, possibilitando melhor utilização de mão-de-obra e máquinas agrícolas;
b) Produzir café em regiões de maior altitude ou mais frias, onde a maturação das seleções de Mundo Novo e, principalmente, de Catuaí se torna muito tardia, coincidindo com novo florescimento e prejudicando a produção do ano seguinte;
c) Obter café de qualidade de bebida superior, sobretudo visando ao mercado de "cafés gourmet" ou atender a demandas especiais.

A cultivar Mundo Novo tem elevada capacidade de adaptação, produzindo bem em quase todas as regiões cafeeiras do Brasil. É preferencialmente indicada para plantios largos (3,80 - 4,00 m x 0,70 – 0,80 m). Em razão de seu grande vigor vegetativo, o espaçamento para o sistema adensado com essa cultivar deverá ser maior do que o normalmente utilizado com cultivares de porte baixo. Por ter ótima capacidade de rebrota, são especialmente indicadas para os sistemas em que se utiliza a recepa ou o decote para reduzir a altura das plantas. Dentre as seleções de Mundo Novo, a IAC 376-4, IAC 379-19, IAC 464-12 e IAC 515-20 são as que melhor se adaptam ao plantio adensado.

A cultivar Acaiá também tem boa capacidade de adaptação às diversas regiões cafeeiras do Brasil e pode ser especialmente indicada para o plantio adensado, pois apresentam ramos laterais curtos e maturação uniforme. O espaçamento 2,00 x 0,50 m tem sido muito utilizado em plantios adensados e 3,5 – 3,7 m x 0,50 – 0,70 m nos que permitem mecanização. Outra característica que a diferencia são as sementes, maiores que a da cultivar Mundo Novo. A cultivar Acaiá é especialmente indicada quando se pretende utilizar colheita mecânica.

As cultivares Catuaí Vermelho e Catuaí Amarelo têm ampla capacidade de adaptação, apresentando produtividade elevada na maioria das regiões cafeeiras brasileiras ou mesmo em outros países. De baixa estatura, permitem maior densidade de plantio, tornam mais fácil a colheita e mais eficientes os tratamentos fitossanitários. Essas cultivares já produzem abundantemente logo nos dois primeiros anos de colheita. Por isso, necessitam de cuidadoso programa de adubação.

As cultivares lcatu Vermelho e lcatu Amarelo apresentam resistência variável à ferrugem e, têm sido plantadas em quase todas as regiões cafeeiras do Brasil. Trata-se de material de porte alto, muito vigoroso e de excelente capacidade de rebrota quando submetido à poda. O espaçamento para o plantio é semelhante ao indicado para a cultivar Mundo Novo, que não admite plantios com espaçamento inferior a 3,5 m entre linhas e de 0,70 m entre plantas, dependendo da região. Embora algumas seleções se mostrem bem adaptadas a regiões de altitude, outras são boas opções para regiões mais baixas e quentes que, no geral, são marginais para o plantio de outras cultivares.

Por apresentar maturação precoce, a cultivar lcatu Precoce IAC 3282 é indicada para o plantio em regiões de maior altitude, desde que observadas condições especiais de manejo. Poderá ser utilizada também em cultivos adensados. Trata-se de uma cultivar com resistência variável à ferrugem, que tem grande uniformidade, frutos amarelos e excelente qualidade de bebida.

A cultivar IAC 125 RN foi assim registrada no RNC em homenagem aos 125 anos de pesquisas com o café no Instituto Agronômico. É de porte baixo, com frutos grandes e vermelhos e de maturação precoce. Apresenta elevada resistência às raças de ferrugem prevalecentes atualmente no Brasil e é resistente às duas raças do nematóide Meloidogyne exigua. No entanto, é exigente em nutrição e água.

A cultivar IAC Ouro Verde foi registrada em dezembro de 2012 e o seu nome faz alusão à representatividade do café no agronegócio brasileiro. É de porte baixo, tem frutos vermelhos e de maturação média a tardia. É suscetível à ferrugem e apresenta excelente qualidade da bebida.

O porta-enxerto Apoatã (Coffea canephora) foi selecionado para resistência a algumas raças de nematoides, cujo plantio viabiliza a cafeicultura em áreas com altitudes inferiores a 500 m e temperaturas médias superiores a 22º C infestadas pelo patógeno, como nos casos das regiões da Alta Paulista, Noroeste e Alta Araraquarense. É indicado como porta-enxerto para qualquer cultivar de café arábica e pode também ser cultivada como pé franco. A importância socioeconômica dessa cultivar é evidente, considerando-se que ela pode ser cultivada no oeste do Estado de São Paulo e no Vale do Ribeira como pé franco, produzindo matéria-prima para atender diretamente à indústria de café solúvel paulista.

As cultivares IAC registradas no Serviço Nacional de Proteção de Cultivares (SNPC), do Ministério da Agricultura, entre 1998 e 2013, com suas principais características, se encontram listadas na tabela ANEXA.

Além de desenvolver cultivares de grande sucesso comercial, as pesquisas desenvolvidas pelos pesquisadores do Centro de Café e seus parceiros têm gerado patentes, publicação de trabalhos científicos, de livros e de capítulos de livros, treinamentos em níveis técnicos, de graduação e de pós-graduação, teses, temas de palestras e de dias de campo.

Considerando-se as patentes podem-se citar as solicitadas para os dois sistemas para transformação de plantas que permitem a introdução de genes em tecidos foliares e em raízes de cafeeiros junto com a Embrapa Café e a Unesp-Botucatu. Neste item, destaca-se também a patente para o uso do óleo de café em protetor solar.



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