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Agronômico, 51(2/3), 1999
Serviço de imunodiagnose de vírus a batata no IAC
atinge o marco de 300 mil testes
Desde 1989, o Centro de Fitossanidade do Instituto Agronômico
mantém um serviço de testagem por imunodiagnose (técnica
ELISA) para viroses da batata (Solanum tuberosum L.). As análises
são efetuadas em amostras de folhas, tubérculos dormentes
recém colhidos ou brotados, enviadas voluntariamente por produtores.
Em agosto de 1999 foi atingido o marco de 300 mil análises, envolvendo
amostras enviadas por mais de duzentos diferentes produtores de vários
níveis econômico-tecnológicos.
Produtores não
apenas do Estado de São Paulo, mas também dos estados
do Paraná, Minas Gerais, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e
Bahia têm se beneficiado dessas análises.
O serviço tem permitido
aos produtores, conhecer de forma rápida e precisa a incidência
de viroses em seus batatais, o que é de fundamental importância
para decidir o destino da produção como batata-semente
ou batata-consumo. Em geral, a recomendação para uso como
batata semente é feita apenas para lotes com índice total
de viroses de até 15%. O enrolamento da folha (Potato Leafroll
Virus–PLRV) e o mosaico Y (Potato Virus Y–PVY) foram os vírus
mais comuns, mas também foram diagnosticados, em poucos e específicos
casos, os mosaicos S e X , e o tospovírus da necrose do topo.
Esses trabalhos de
diagnose de viroses da batata também têm sido aproveitados
para fins de pesquisa nas áreas de monitoramento, epidemiologia
e avaliação de perdas, relacionadas às diferentes
viroses da batata. Além disso, com a intensidade desses testes
de diagnose, tem-se desenvolvido novas técnicas e equipamentos
para facilitar/agilizar a execução, barateando os custos
da aplicação da técnica ELISA na diagnose de viroses
da batata. Resultados dessas pesquisas foram publicados em revistas
científicas do Brasil (Fitopatologia Brasileira e Summa Phytopathologica)
e do exterior (Plant Disease e American Journal of Potato Research).
Perdas causadas
pelo vírus do enrolamento da folha (A; planta sadia à
esquerda) são evitadas mediante a testagem por ELISA (B;
coloração amarela indica a presença do vírus
no respectivo tubérculo) de amostras de batata-semente (C).
As intensas atividades desses trabalhos têm sido o motivo de visitas
técnicas ou estágios, envolvendo quase uma centena de
estudantes de escolas de nível superior ou técnico, bem
como agrônomos, biólogos, microbiologistas e laboratoristas
de várias empresas e instituições do Brasil, ligadas
ao segmento batata-semente, conforme registros do Núcleo de Treinamento
do IAC.
Outras informações
poderão ser obtidas junto ao pesquisador José Alberto
Caram de Souza Dias, da área de virologia do Centro de Fitossanidade,
pelo telefone (19) 241-5188 ramal 360 ou pelo endereço eletrônico
jcaram@iac.sp.gov.br.
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