CONSORCIAÇÃO DE SERINGUEIRA COM CULTURAS DE IMPORTÂNCIA
ECONÔMICA
Em seringais recém-implantados, principalmente em pequenas propriedades,
o uso uso de cultura intercalar pode ser uma saída para complementar
a renda do produtor. A consorciação com culturas anuais
deve ser feita no início do desenvolvimento do seringal, sendo
que qualquer cultura pode ser utilizada nas entrelinhas da seringueira,
desde que não hospedem pragas e doenças que possam infestar
o seringal e a competição entre as duas espécies
não prejudique o desenvolvimento da cultura principal.
Muitas são as vantagens
da utilização de uma cultura intercalar, sendo, a redução
do período de imaturidade das plantas e a diminuição
dos custos de implantação do seringal, devido a renda
extra conseguida pelo produtor na mesma área de cultivo, as vantagens
mais atrativas quando se pensa na implantação de um sistema
agroflorestal. Dependendo do desenvolvimento do seringal, até
o terceiro ou quarto ano existe luminosidade suficiente nas entrelinhas,
permitindo o cultivo de alguma cultura intercalar.
O presente trabalho objetiva
divulgar as diversas técnicas existentes, agrupando as alternativas
capazes de tornar o sistema produtivo mais rentável.
Importância da consorciação
Por muitos anos, a pesquisa tem direcionado esforços para o conhecimento
da importância da cobertura do solo, seja qual for a técnica
utilizada: cobertura vegetal com leguminosas ou o plantio intercalar
de um cultura anual, perene ou semi-perene.
Segundo Cardoso et al.
(1988), o uso de culturas intercalares em seringais é uma forma
racional de ocupação das entrelinhas. No Estado de São
Paulo, a maior parte do solo sob seringais fica desprotegida durante
todo o período de imaturidade da cultura, aumentando os riscos
de erosão e dificultando os trabalhos de manutenção.
As vantagens da prática
da consorciação, seja com culturas anuais ou perenes são:
melhor distribuição da renda ao longo do ano; melhor utilização
da mão-de-obra; menor incidência de pragas e doenças;
uso mais intenso e racional da terra; e maior lucro por unidade de área
(Fancelli ,1986).
A consorciação
de plantas que apresentam ciclos vegetativos distintos pode representar
uma das mais importantes formas de complementariedade pois tal associação,
na maioria das vezes, proporciona melhor uso temporal dos fatores de
produção (Bernardes & Fancelli, 1988), cujo excedente
produzido pode complementar a renda do produtor (Blencowe, 1989). Mas,
para que se consiga sucesso na consorciação, é
necessário seguir alguns parâmetros na escolha das espécies
a serem consorciadas, como aqueles relacionados às suas estruturas
vegetativas não conflitantes (raízes e parte aérea),
características fisiológicas complementares, período
de máxima exigência por fatores de produção
não coincidentes e compatibilidade sanitária entre as
espécies envolvidas (Fancelli, 1986), além de plena adaptação
à região e valor econômico atraente (Fancelli, 1990).
Segundo Costa & Medrado
(1990) algumas desvantagens devem ser conhecidas, pois podem diminuir
as possibilidades de uso da técnica, sendo elas: existência
de competição por água, luz e nutrientes que pode
restringir o desenvolvimento da seringueira, principalmente se o manejo
do consórcio não for bem planejado; as plantas cultivadas
nas entrelinhas podem servir como hospedeiro intermediário de
pragas e doenças da seringueira e pode haver uma alteração
do microclima, tornando-o mais próprio para o estabelecimento
de doenças fúngicas.
Segundo Pereira et al.
(1998), em um amplo estudo desenvolvido no consórcio entre a
cultura do café e a seringueira, a escolha da espécie
que será plantada nas entrelinhas da seringueira é de
extrema importância e deve obedecer aos seguintes preceitos:
Proporção em relação às seringueiras;
Adaptação às condições edafoclimáticas do local;
Deve suportar certo grau de sombreamento promovido pelo seringal, principalmente quando a cultura intercalar for plantada de forma perene ou quando as plantas de seringueira já apresentarem um crescimento elevado;
Obedecer à uma distância mínima das plantas de seringueira para facilitar os tratos culturais, principalmente mecanizados;
Compatibilidade vegetativa e fitossanitária entre as espécies, assim como não deve haver efeito alelopático;
Em certas situações, dependendo da espécie consorciada no seringal, é necessário diminuir o sombreamento das entrelinhas. Isso é feito alterando o espaçamento da cultura principal. As seringueiras podem ser plantadas em filas duplas de 4 x 3 m, espaçadas de 10 a 12 m entre si, correspondendo a mesma densidade de plantio quando comparado ao plantio em fileiras simples. Com isso, a luminosidade nas entrelinhas é maior, aumentando a vida útil de exploração da cultura intercalar;
A orientação do talhão de ser feita no sentido leste-oeste, pois dessa forma o sol percorre a copa das plantas durante todo o dia.
Quando o excesso de sombra não permitir a exploração de uma cultura intercalar é possível instalar o chamado sistema silvopastoril, ou seja, dentro de um talhão de seringueiras pode-se manejar animais como carneiros, aves e bovinos
Algumas propriedades da região oeste de São Paulo tem criado carneiros lanados (figura 1) dentro dos seringais, visando o controle do mato. Essa exploração pode ser recomendada, pois os animais não danificam o tronco da seringueira e possibilitam reduzir os custos de manutenção do seringal, diminuindo a necessidade de capinas e a aplicação de herbicidas.
Consorciação com culturas perenes e semiperenes
Algumas culturas têm sido recomendadas para o cultivo intercalar
com a seringueira como o cacau, guaraná, pimenta-do-reino, maracujá,
mamão e banana. Chandrasekara (1984) estudou o efeito sobre o
crescimento em circunferência de plantas de seringueira em sistema
de consorciação com as culturas de banana, café
e maracujá, durante o período de imaturidade do seringal.
Não foram observadas diferenças significativas no crescimento
do seringal em relação à testemunha (sem consorciação),
no cultivo com as diferentes culturas intercalares. O sistema é
viável até o terceiro ano de implantação
do seringal. Para essas culturas, recomenda-se o plantio de uma única
linha no espaço entre as linhas da seringueira.
Abacaxi. Essa espécie
é propagada vegetativamente por meio de mudas produzidas pela
planta, como filhotes (da base do fruto), rebentões (do talo
da planta) ou mesmo as coroas dos frutos que são destinados à
indústria. É classificada como uma planta semi-perene.
Recomenda-se apenas um ciclo de exploração em cada lavoura
(14 a 24 meses), com a produção de apenas um fruto por
planta, devido à ocorrência de infestação
por Fusarium, causador de grandes prejuízos a lavoura
(Spironello & Teixeira, 1998).
Rajasekharan (1989) realizou
um estudo sobre a viabilidade da consorciação entre abacaxi
(Ananas comosus (L.) Merril) e seringueira durante os três
primeiros anos da implantação do seringal (Figura 2).
O autor utilizou uma população de plantas de 4.565 plantas/ha,
conseguindo um rendimento de 31 t de frutos no primeiro ano de exploração.
O custo de fertilização do sistema representou apenas
16,36 % do custo total e o custo de capinas e desbrotas representou
14,04 %. Observou-se um melhor crescimento das plantas de abacaxi consorciadas
quando comparado com o plantio convencional. Poucos são os agricultores
que cultivam a espécie por mais de três anos após
a implantação do seringal, pois à partir dessa
época o dossel começa sombrear as entrelinhas.
Recomenda-se o plantio de
1 a 4 ruas de abacaxi intercalando as linhas do seringal (Figura 3),
espaçadas de 45 cm entre linhas por 7 cm entre plantas, em linhas
duplas distanciadas de 1 m, para permitir os tratos culturais. Com quatro
ruas de abacaxi, consegue-se uma população de 9.400 plantas/ha
(Chandrasekara, 1984). O autor observou maior circunferência das
plantas de seringueira com um maior número de ruas de abacaxi,
provavelmente devido ao efeito residual da adubação das
entrelinhas.
Consorciação com cultura anuais
Milho, arroz, feijão, melancia, algumas hortaliças, batata-doce,
amendoim e soja são culturas anuais que podem ser utilizadas
em consorciação com a seringueira no início de
desenvolvimento do seringal. O amendoim e a soja devem preencher toda
a entrelinha até 1 m das plantas de seringueira, para evitar
uma competição prejudicial entre as duas espécies.
Zagbahi et al. (1990) relataram a possibilidade de cultivo de
milho, mantendo a mesma distância mínima citada por outros
autores. Essa faixa livre deve ser ampliada em função
do desenvolvimento das árvores, ou seja, no segundo ano a faixa
deve ser entre 1,5 e 2,0 m e, à partir do terceiro ano de implantação,
entre 2,5 e 3,0 m. para diminuir a competição entre as
duas espécies e possibilitar o manejo da cultura intercalar.
Na implantação
de uma cultura intercalar anual deve-se dar preferência para culturas
de porte baixo, como feijão e amendoim, para não competir
demasiadamente com as plantas de seringueira. Segundo Fancelli (1990),
o plantio dessas culturas reduz o período de imaturidade do seringal,
devido ao maior desenvolvimento do caule em diâmetro, antecipando
o início da explotação do seringal.
O comportamento da consorciação
de arroz, soja, milho (figura 5), e amendoim com seringueira, até
o quarto ano da implantação do seringal foi estudado por
Laosuwan et al.(1988). Os autores obtiveram rendimentos de 1.208
e 1.152 kg/ha para soja e amendoim, enquanto que, para o arroz e milho,
o rendimento foi de 2.139 e 2.962 kg/ha, respectivamente.
Keli et al. (1991)
não verificaram mudanças significativas na fertilidade
original do seringal, quando as entrelinhas foram cultivadas com alguma
cultura intercalar durante três anos de exploração
do sistema, não havendo redução do vigor das plantas
de seringueira. O mesmo foi observado por Obouayeba (1992) estudando
a consorciação de algumas culturas econômicas com
seringueira, por dois anos de cultivo.
O sistema agroflorestal (SAF)
entre a seringueira e soja é comumente utilizado no Brasil. No
entanto, os efeitos da interação entre as duas culturas
não são muito bem conhecidos. Devido ao sombreamento,
que altera o balanço de água da soja, há uma redução
do rendimento da cultura. Logo, a competição entre as
duas espécies pode inviabilizar o plantio intercalar mais pelo
efeito do sombreamento do que pela interação de raízes
no solo (Bernardes et al., 1997).
Em áreas com extensas
plantações de soja, o plantio do feijão nas entrelinhas
do seringal torna-se problemático pela incidência da mosca
branca Bemisia tabaci, inseto vetor do vírus do mosaico
dourado do feijoeiro, que se hospeda nas plantas de soja (Fancelli,
1990).
Considerações Finais
A cultura da seringueira tem um período de imaturidade considerado
longo, mas de extrema importância para a produção
futura das árvores. Normalmente, em seringais bem conduzidos
e implantados com mudas de qualidade, as árvores estão
aptas para início da explotação aos seis anos de
idade. Durante esse período a comunidade permanece totalmente
sujeita às intempéries, como a erosão, além
da rápida infestação por plantas daninhas, prejudicando
o desenvolvimento do seringal. Logo, é possível explorar
uma cultura intercalar entre as linhas de seringueira, aproveitando
melhor a área e os fatores de produção. Para isso,
é preciso conhecer a fenologia, necessidades nutricionais e o
hábito de crescimento de ambas as espécies, pois pode
haver uma excessiva competição por água, luz e
nutrientes, caso o planejamento não seja bem executado, prejudicando
o desenvolvimento da cultura principal. Muitas pesquisas têm produzido
resultados favoráveis à consorciação, seja
com culturas anuais (soja, mandioca, feijão, milho, amendoim,
etc.), perenes (palmito, cacau, café, citros e pimenta-do-reino)
ou semiperenes (banana, maracujá, mamão, abacaxi, etc.),
sempre obedecendo a certas normas técnicas para propiciar um
bom rendimento como, por exemplo, o melhor espaçamento, distribuição
espacial das plantas e o afastamento mínimo mantido entre a cultura
intercalar e as linhas de seringueira. Com o crescimento do seringal,
o sombreamento começa a prejudicar o desenvolvimento da cultura
intercalar. Logo, deve-se planejar um sistema, com espaçamentos
maiores entre as linhas de seringueira, de forma a aumentar a luminosidade
que atravessa a copa das plantas de seringueira.
Portanto, quando bem manejada,
a consorciação é um sistema excelente, pois a renda
obtida com a cultura complementar poderá pagar uma parte ou a
totalidade dos custos de implantação do seringal.
Agradecimentos
Os autores agradecem ao Engº. Agr. Reinaldo Tateyama pela presteza na realização dos trabalhos de edição gráfica das figuras.
Referências Bibliográficas
ANDRADE, E.B. de; KATO, A.K.; KATO, O.R. Sistema de produção em consórcio de seringueira com pimenta-do-reino. In: SEMINÁRIO NACIONAL DA SERINGUEIRA, 3., 1980, Manaus: Anais, Brasília: SUDHEVEA, 1980, v.2, p.779-798.
BERNARDES, M.S.& FANCELLI, A.L. Seringueira como uma possível cultura intercalar para pomares de citros. Revista Técnica Científica de Citricultura, Cordeirópolis, 2 (9), 376-400, 1988.
BERNARDES, M.S.; GOUDRIAN, J.; CÂMARA, G.M. de S.; DOURADO-NETO, D. Interações acima da superfície do solo em sistema agroflorestal de seringueira (Hevea brasiliensis) e soja (Glycine max). In: CONGRESSO BRASILEIRO DE AGROMETEOROLOGIA, X., Piracicaba, 1997, Anais. Piracicaba: Sociedade Brasileira de Agrometeorologia, 1997, p. 549-551.
BLENCOWE, J.W. Organization and improvement of smallholder production. In: WEBSTER, C.C. & BAULKWILL, W.J (Ed). Rubber. New York: Longman, 1989, p. 499-550.
BOVI, M.L.A.; GODOY JÚNIOR, G.; NAGAI, V.; CARDOSO, M. Densidade de plantio de palmiteiro em consórcio com seringueiras. Pesquisa Agropecuária Brasileira, Brasília, 25 (7):1023–1029, 1990.
CARDOSO, M.; GONÇALVES, P. de S.; SÁES, L.A. Cobertura com leguminosas no cultivo da seringueira: seu efeito no crescimento e na produção. O Agronômico, Campinas, 40 (3):220-233, 1988.
CHANDRASEKARA, L.B. Intercroping Hevea replating during the immature period. In: INTERNATIONAL RUBBER CONFERENCE, Sri Lanka, 1984. Proceedings, Colombo, Rubber Research Institute of Sri Lanka, 1984, v.1, p.389-393.
COSTA, J.D.& MEDRADO, M.J.S. Cobertura do solo na formação do seringal. In: SIMPÓSIO DA CULTURA DA SERINGUEIRA, II, Piracicaba, 1987, Anais, Piracicaba: FEALQ, 1990, p.13-38.
CUNHA, R.L.M. da; PINHEIRO, F.S.V.; VIÉGAS, R.M.F. Consorciação seringueira x pimenteira-do-reino. In: RELATÓRIO BIENAL – 1986/87, 1988, Belém: Anais, Belém: EMBRAPA/FCAP, 1988, p. 99-120.
FANCELLI, A.L. Culturas intercalares e coberturas verdes em seringais. In: SIMPÓSIO SOBRE A CULTURA DA SERINGUEIRA NO ESTADO DE SÃO PAULO, I., Piracicaba, 1986, Anais. Campinas: FUNDAÇÃO CARGILL, 1986. p.229-243.
FANCELLI, A.L. Seringueira consorciada a culturas anuais e perenes. In: SIMPÓSIO DA CULTURA DA SERINGUEIRA, II., Piracicaba, 1987, Anais. Campinas, 1990. p. 205-222.
FIALHO, J.F. Consorciação da seringueira. In: CURSO INTENSIVO DA UTILIZAÇÃO DE CULTURAS INTERCALARES EM SERINGAIS, V., CNPSD/EMBRAPA, p.105-108, 1982.
KELY, Z.J.; OMONT, H.; HAINNAUX, G. Comportement de jeunes hévéas dans leve association, avec des vivriers dans Basse Côte d’Ivoire. Agronomie Africaine, Ivory Coast, 3 (2):77-85, 1991.
LAOSUWAN, P.; YEEDUM, I.; SRIPANA, P.; SIRISON GKRAN, P. A study on intercropping of young rubber: yield potencial of different intercrops. Thai Journal of Agricultural Science, Ban Hat Yai, Thailand, 21 (3):179-188, 1988.
MEDRADO, M.J.S.; RIBEIRO, S.I.; LISBOA, S. de M.; MENEZES, L.C.C. de; COSTA, J.N.M. Associação da seringueira com a cultura do cacaueiro no Estado de Rondônia. In: CONGRESSO BRASILEIRO SOBRE SISTEMAS AGROFLORESTAIS, I, Porto Velho, 1994, Anais, Colombo - PR: CNPF/EMBRAPA, 1994, p. 135-149.
OBOUAYEBA, S. Intérêt agro-économique de l’association hévéas-cultures vivrières en milieu villageois du sud-est de la Côte d’Ivoire: analyse d’un modéle de plantation. Agronomie Africaine, Ivory Coast, 4 (1):21-33, 1992.
PEREIRA, A.V.; PEREIRA, E.B.C.; FIALHO, J de F.; JUNQUEIRA, N.T.V. Seringueira em sistemas agroflorestais. Planaltina: EMBRAPA, 1997. 45p. (nº 63).
PEREIRA, A.V.; PEREIRA, E.B.C; FIALHO, J de F.; JUNQUEIRA, N.T.V.; MACEDO, R.L.G; GUIMARÃES, R.J. Sistemas agroflorestais de seringueira com cafeeiro. Plantaltina: EMBRAPA, 1998. 80p. (nº 70).
RAJASEKHARAN, P. Pineapple intercropping in the first three years of rubber planting in smallholdings: an economic analysis. Indian Journal of Natural Rubber Research, Índia, 2 (2):118-124, 1989.
SPIRONELLO, A.; TEIXEIRA, L.A. Abacaxi. In: FAHL, J.I.; CAMARGO, M.B.P. de; PIZZINATTO, M.A.; BETTI, J.A.; MELO, A.M.T.; MARIA, I. C. de; FURLANI, A.M.C. Instruções agrícolas para as principais culturas econômicas. 6 ed., Campinas SP: Instituto Agronômico de Campinas, 1998, n. 200, p. 94-95.
VENDRAMIN, J.D.; FERNANDES, L.C.; REIS, FILHO, W. Biologia comparada de Erinnyis ello ello (L.,1758) (Lepdoptera, Sphingidae) em mandioca. Poliagro, 7 (2):11-13, 1985.
VIEGAS, R.M.F.; PINHEIRO, F.S.V.; CUNHA, R.L.M. da. Consorciação seringueira com pimenta-do-reino – Resultados preliminares. In: SEMINÁRIO SOBRE A CULTURA DA SERINGUEIRA, III, Manaus, 1980. Anais. Manaus: SUDHEVEA, 1980, p.669-681.
ZAGBAHI,
J.K.; OMONT, H.; HAINNAUX, G. L’ association temporaire heveas vivriers
dans le sud de la Cote D’Ivoire. Revue Générale des
Caoutchoucs et Plastiques, 701:181-187, 1990.
SÃO PAULO É O MAIOR PRODUTOR BRASILEIRO DE BORRACHA NATURAL
O Estado de São Paulo possui, atualmente, cerca de 43 mil hectares
plantados com seringueira, abrangendo mais de 2.400 heveicultores, ou
seja, u’a média de 17,9 ha por propriedade. Dos 43 mil hectares
somente 24 mil encontram-se em fase de produção. Os 19
mil hectares restantes constituem-se de seringais novos. Várias
regiões do Estado são aptas à heveicultura, sendo
mais conhecidas as de São José do Rio Preto, Barretos,
General Salgado, Catanduva, Marília, Votuporanga e Tupã.
Todas estão situadas no Planalto Ocidental do Estado, englobando
90 % da área plantada, onde se situa a região de cultivo
mais importante. Quarenta e cinco por cento da área com seringueira
têm grande potencial de cultivo, notadamente pelas condições
climáticas que minimizam o risco de insucesso.
Com uma produção
estimada, em 1999, de 38 mil toneladas (Figura 1), o Estado de São
Paulo é líder na produção nacional de borracha
vegetal contribuindo com 50 % da produção nacional (Figura
2). Os seringais paulistas são os mais produtivos do Brasil,
com produtividade média superior a 1.200 kg de borracha/ha/ano,
sendo que, nas áreas em que há maior conhecimento tecnológico,
a produtividade é superior a 1.500 kg/ha/ano. Esta produtividade
média coloca o Estado de São Paulo entre os mais produtivos
do mundo, em comparação com as médias dos três
principais países produtores: Tailândia (1.100 kg/ha/ano),
Indonésia (750 kg/ha/ano) e Malásia (900 kg/ha/ano).
|
|
|
Figura 1. Evolução da produção de borracha natural no Estado de São Paulo no período 1990-1999 |
|
|
|
Figura 2. Participação dos Estados produtores de borracha natural |
André
May1, Paulo de Souza Gonçalves2
e Afonso Pedro Brioschi3
1 e 2Instituto Agronômico, Centro de Café e Plantas
Tropicais. 1Bolsista da FAPESP
3CATI, Escritório de Desenvolvimento Rural de Presidente
Prudente, 19100-000 Presidente Prudente
2Fax: (19) 241-5188 Ramal 322